quinta-feira, 7 de outubro de 2010

As entrelinhas do processo eleitoral

É interessante, do ponto de vista das relações o processo eleitoral.
A candidadtura é algo que impregna no sangue transformando-o em um discurso inflamado, e claro, recheado de votos.
Os mais otimista 50 mil votos "fácil". Alguns mais comedidos não expressam em números seus anseios, entretanto, toda sua expressão expressa o que vai no mais profundo do seu coração: 100 mil "no mole".
Os anos de miltância e meu primeiro trabalho efetivo em campanha eleitoral me ensinaram: Voto não dá em árvore e do céu só cai chuva e avião.
O eleitor é quem detem "O Poder", haja visto o Tiririca, se voto de protesto ou não, o resultado são 1,3 milhão de votos e certamente uma píada no seu debut no plenário ou não, quem sabe?
Voltando ao candidato propriamente dito, em sua ampla maioria, pequenas lideranças de bairro, pastores, operários, médicos, donas de casa, que ontem nem sabiam o que é coeficiente eleitoral, hoje estão certos do deter O Poder, seguem rodeados de assessores: de comunicação, de finanças, de massas, até motorista vira, assessor de locomoção.
Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek, Ulisses Guimarães e tantos outros reviram no tumulo, acho eu, quando veem desfilar, sem o menor pudor, tamanha igonorância frente a realidade e a dificuldade do processo eleitoral.
Processo esse que vai além da distribuição de santinhos, placas, outdoor ou planfltos nas esquinas. Ele exige Trabalho, Compromisso, e profundo conhecimento da realidade, não só de onde se pretende atuar, mais do âmbito social e politico e sobretudo respeito ao eleitor.
Finda corrida pelo voto. Junto com ela o naufrágio da enxurrada de votos, do início deste modesto texto, estes revertidos em minguados 250, 300, 350 votos.
Derrotados e solitários ombros adentram estas portas, antes pequenas para tantas certezas, transparecendo todo cansaço e espero eu, a vergonha por tanta falta humildade.
Pífio se mostraram os resultados. Grandes serão as discussões e distribuição dos culpados.
Revelador quanto o desconhecimento do povo pode ser fragoroso no processo democrático.
T.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Momento Marta - Medeiros

hoje me desfiz dos meus bens
vendi o sofá cujo tecido desenhei

e a mesa de jantar onde fizemos planos
o quadro que fica atrás do bar

rifei junto com algumas quinquilharias

da época em que nos juntamos
a tevê e o aparelho de som

foram adquiridos pela vizinha

testemunha do quanto erramos
a cama doei para um asilo

sem olhar pra trás e lembrar

do que ali inventamos
aquele cinzeiro de cobre

foi de brinde com os cristais

e as plantas que não regamos

coube tudo num caminhão de mudança

até a dor que não soubemos curar

mas que um dia vamos.
 
Martha Medeiros

Maturidade/ Só me falta 1 ano

Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.
A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.
Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.
Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.
Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.


Martha Medeiros

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tem dias que minha vontade é ficar ouvindo música, “...me entorpecer bebendo vinho”, como diria poeticamente o Ira, pra aplacar a ira que por vezes me absorve...

Como uma folha de papel quisera poder me ver em branco, à ser escrita, tanto é o caos que não ando dando conta de me reescrever, nem de escrever, quem dera...

Cinzento o céu depois da ponte, esconderam o tal do pote, fazer o que?

Espirrar. Sonhar. Chorar... Não sei... A algum tempo perdi a capacidade de raciocinar com clareza sobre as coisas de dentro de mim... Contradições não são como as canções.

FriezaXComplacênciaXEgoísmo extremo. Por que não?

Porque não é de bom tom, porque não combina com o blaze do seus olhos as oito da manhã ou ainda porque não é o que esperam.

Sim, eu também espero ônibus pela manhã e na fila do self service e pra receber minha restituição do imposto de renda e tantas outras coisas.

TODOS esperem a música acabar, minha ressaca passar e o sol parar de brilhar pra daí talvz, minha razão voltar.

E aí quem sabe...

T.

Acessos

Deveríamos nascer com chips, igual o filme “O Exterminador do Futuro”, isso pouparia espaço na memória para guardarmos coisas mais interessantes.

Os sentidos são sempre as melhores chaves, aquele perfume que ficou impregnado em nossos lençóis ou aquele fundo de erva doce na boca depois daquele jantar, que de bom, só teve o papo.

Ou ainda, meu sentido preferido, os sons que recheiam o dia a dia, Chico passando por Chiclete com Banana, balançando com Emilio Santiago ou Sorriso Maroto, a depender do véu que cai do céu, descansando, enfim e a sós, em Elis “Atrás da Porta”.

Pimenta do reino, uma pitada de curry, bastante alho na manteiga, cebola para dar cor, uns verdinhos ( manjericão, louro, cheiro verde, coentro, salsa), uma grande frigideira e uma garrafa de vinho branco displicentemente arruda a um canto da sala.

Senha da internet, de três endereços de email, senha do email do trabalho, senha das redes de relacionamentos, senha de dois bancos mais as letrinhas e hoje, no banco em que minha conta mora há uns 5 anos, recebi mais uma senha de acesso, que em nada se parecia ao aroma de hortelã ou a melodia de Ivan Lins, era um papel amarelado cuspido de dentro de uma máquina.

Considerando as incursões de Indiana Jones em cavernas atrás de relíquias judaico-cristãs, do Santo Graal e das Pedras de Sankara, mais algumas letrinhas podem me proteger das incertezas das noites de frio ou de calor, das desilusões, das esfuziantes ilusões, das avassaladoras vezes que meu coração se jogou ou finalmente daquela vitrine com sapatos cor de vinho.

Dizendo eles que é uma forma de nossa segurança não ser violada, dizendo eles...

T.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Despedida

Já não sinto mais a dor da tuda partida

Toda eu já não existe mais

Sofrimento e despedida

Expectativas de experiências vividas

Segundo cada segundo

Héculea tentaiva de superar as distâncias

De tempos em tempos, 5, 10,15 dias...


Aqui apenas obrigações e reuniões

Tudo meu não está mais aqui

Toda eu não existe mais

Já não sinto mais a dor da tuda partida

Parti pela manhã na sua boca e no seu cheiro no meu corpo.


T.

terça-feira, 27 de julho de 2010



Tem um vídeo no youtube que em determinado momento a pessoa fala: " nada mais me lembro."
Quisera eu em alguns momentos contemplar com olhos perdidos no caos da vida cotidiana, suspirar como Scarlett O`Hara em "... E o "Vento Levou" ou Meryl Streep em "As Pontes de Madison" e sussurrar "... nada mais me lembro."
Assim tenho a nítida sensação de esvaziar, liberando o peso dos ombros e o cansaço das pernas e aos poucos a respiração se estabiliza e os pensamentos voltam a ter coerência e finalmente os batimentos voltam ao normal: tum, tum, tum...
Como uma frase tão curta pode resignificar a sequência insâna de acontecimentos que me engole a cada vão momento? Não sei.
Nesse momento, "NADA MAIS ME LEMBRO".
T.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O que fazer no final?

Imagina-lo ou vive-lo até o último ponto, com um chapéu de abas bem largas que mantenham cobertos meus olhos e toda tristeza que eles transparecem?
Mergulhada no infinito particular que é peculiar de cada um, ora boio ora me afogo em perguntas e achismos vãos... O fundo não chega nunca, melhor seria simplesmente cair...
Triste palidez que vai tomando conta do ar e da beleza do amor de outrora.
T.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Suado ele acorda. Espreguiça. Olha ao redor. Procura. Revira-se pela cama. Sorri preguiçoso. São 06h30min. Estamos atrasados. Todas as manhãs, ele abre um sorriso sem fronteiras, daqueles que dizem "estou pronto para o mundo". Jogo rápido, banho, chapéu, mochila e pé na estrada. O desejeum? Começou junto com o raiar do dia e vai acabar nas mãos carinhosas de quem o recebe todas as manhãs. Começou seu dia...

Um pingado e um pão na chapa, mais o silêncio daqueles que tem pressa. Combinação perfeita, à quem ainda escolhe o melhor percurso... Bolsa de mão e na boca o gosto do café de coador... Nem há tantas opções assim, contudo é bom poder elucubrar sobre as possibilidades... Decidido o caminho, a travessia é tranqüila, apesar da embarcação cheia, me deixo embalar...

Debaixo do vermelho do chapéu de abas largas, fresca, vou em busca de mim. A brisa brinca com a barra do vestido. As sandálias molhadas enrugam os pés e dá estranha sensação de frio. Já esquecida das mazelas, percalços e tristezas, paro e fito o horizonte. Tenho breve encontro comigo. Sorrio. Absorta em devaneios escuto gaivotas que parecem estar a cada minuto mais perto...

- Senhores passageiros não esqueçam seus pertences nas poltronas... Disse uma voz que nem de longe se parecia ao som das gaivotas.

Os pés secaram junto ao colorido da poesia a beira mar e deram lugar a tênis, saltos, sapatos engraxados e apressados, as charmosas abas vermelhas rapidamente se transformaram num simples guarda – chuva.

Cheguei. Acomodei as bolsas e o traseiro no computador. Tarefas a serem cumpridas. Pouca cor, quase nenhum sabor, todavia com música, para o dia não parecer tão insosso.

As horas passam...

A pressa matutina de outros, contamina, agora, meus passo. A mesma embarcação, agora sem vacilo ou cochilo. Olhos grudados no relógio. Chegar é o que move os passos.

Portão entreaberto, entro e logo encontro o mesmo sorriso "estou pronto para o mundo"... agora um pouco mais ancioso, contudo, irradiando a mesma paz do amanhecer. Como num passe de mágica esqueço a lida, fito os seus olhinhos brilhantes e felizes... Já é anoitinha.

Assim juntos, quase de mãos dadas, caminhamos para mais um encontro com o amanhecer...

T.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Despedida

Finalmente aconteceu o inevitavel: Minha exoneração será assinada!
Falei com Elias hoje e já é fato: sou ex - funcionária da SETRE. Alguns vão festejar. Espero eu que outros, mesmo que poucos, sintam tanto quanto eu. Dos males o menor já estou trabalhando e aos poucos minha vida vai retornando a forma e se Deus quiser e minha boca fechar eu também rsrsrs.

A novidade da semana é que Davi foi para o mini maternal começou hoje. Pelo relato da Tia estranhou um pouco pela manhã, chorou e depois de algumas palmas e música esqueceu pq chorava. Ainda ficou sentado no bebe conforto, tomou suco de laranja com mamão e almoçou como gente grande. Como vcs podem ver se até Davi se acostumou com a vida dura pq eu não me acostumaria.

Meus amores parece que sai fugida. Faltaram a cervejada, as lágrimas e as promessas de cartas ou emails
Disse dani: e não saiu?
Acho que sim ao mesmo tempo que acho que não.Tenho uma sensação de hiato, to igual história do marido que saiu para comprar cigarro e não voltou.

Caminho agora longe do Porto da Barra e de Copacabana também rsrsr, contudo o importante é caminhar, com a mesma fé na vida que me levou a Bahia, agora com mais responsabilidade pq tenho um rebento que a cada dia que passa "rebenta mais e mais". Sinto saudades de tudo e de todos, até das chatas que não fazem parte dos meus afetos imagine...
Daniella e seu bom humor insuportável, logo cedo ela faz piada. Rosany e as grosserias mais amorosas que já recebi. Rosane P o stress em pele de cordeiro. Pablo o macarrão da semana. Patricia e Fátima as ausências mais presente de todas. Vanda e os atrasos com as Ligers. Arielma sempre com os abraços abertos para um carinho. Eva sempre pronta para uma boa briga. Lívia responsável por gde parte das coisas que sei sobre crianças. Lucy ela é a culpada por eu estar aqui hoje - me deu o telefone do Ronaldo. Elias, chefe que me ensinou a pensar antes da explodir, as vezes me lembro disso. Selma o melhor feijão, a unha mais bem feita, meu despertador dos sábados. Rodney as melhores elocubrações sobre a vida. Gavazza camarada e amigo de trabalhosem igual. Dra Stela o carinho gratuíto em relação a mim. Gilca sempre pronta a me ajudar a resolver problemas algumas vezes meus. Chico "os seis" mais fofos de todos. Andremara atenção e carinho mesmo a distâcia. Carol me ajudou a ver e sentir melhor minha gravidez. Javier incentivador primeiro das minhas poesias. Clécia Maria cumplice das ligações de todos os tipos. Ana vivemos tempos difíceis em Sampa e em Salvador tivemos as melhores descobertas e oportunidades. Anidra um domingo na praia um beck bem apertado melhor impossível. Vida a delicadeza em pessoa. Lê da Sepromi as melhores histórias e uma ótima companhia de viagem. As Liger a melhor familia adotiva que eu poderia achar ou merecer. Alda pena não ter estreitado antes nossos laços. Marta o início de tudo...
A distância fatalmente vai nos afastar, a vida é assim mesmo, entretanto vcs vão ficar no meu coração.
Enfim...
Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

T

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Hoje é o dia de Santo rei

"Pode entra
seje bem vindo, sim Sinhô!
Se acomoda
sirva-se de café, tem chá
quiça descansar

A porta aberta
os vizinhos vem rezando
Hinos entoando
Sentimos as benções caindo
e a alegria se expandido

Para o ano
o aguardamos meu Sinhô
porta aberta, reza certa
coração aberto em flor."

T

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010




Terão castigo aqueles que não se culpam por se permitirem pequenos excessos e caprichos?

Peguei-me nessa pergunta bem sentada na padaria Colombo, a frente um café expresso e um pedaço de pudim de leite, entre turistas, cristaleiras e um cheiro de aula de história. Paguei uma fortuna por um prazer tão efêmero... Sai dali leve e com a deliciosa sensação de poder transgredir: primeiro uma leve dieta e segundo o bom senso financeiro, que prometi usá-lo em 2010 sem parcimônia.

Curto sair do escritório e andar devagar rumo às barcas são 20 minutos de caminhada, seriam 10, não fossem as descobertas diárias... Uma casa de chá ali, uma loja de sapatos acolá, um camelô, um caminho novo, vitrines e pessoas... Adoro olhar as pessoas, tanto que tomei um tombo memorável na esquina da Av. Rio Branco, no centro do Rio, tombo esse que me rendeu uma tala no braço esquerdo... Como não olhar, o cabelo dela era cor de laranja! Outro dia vi uma moça com um vestido listrado, nunca vi zebra tão elegante, quase perguntei de qual zoológico ele tinha escapado...

Domingo fui à feira, outro pequeno e caro prazer, se feita sem uma listinha. Tem lugar mais democrático que a feira? Tem gente de todo tipo, rico, pobre, preto branco, mestiço todos munidos de sacolas a procura de legumes e frutas frescas, e claro um caldo de cana bem gelado e pastel queijo, carne, pizza, frango com catupiry e tantas outras variações, importante: estar quente e bem recheado.

São pequenas coisas que me dou o direito de fazer ser “só” mãe, esposa, profissional, dona de casa, dá muito trabalho, preciso ser indivíduo de vez em quando. Admiro as mulheres que optaram pela maternidade em tempo integral, conheço mulheres que se acharam com essa opção. Eu, ainda estou impregnada do gene das mulheres do século XXI, depois do Davi com menos intensidade, contudo com as mesmas necessidades.

Confesso me senti culpada por não sentir culpa... Sai da Colombo firme no propósito de achá-la, entretanto, meus passos estavam tão leves e meu coração tão em paz que desisti da busca, perda de tempo procurar por algo tão pesado numa tarde tão ensolarada.

Ainda assim, por via das dúvidas, pedi perdão.

T

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


Amanheceu janeiro de 2010.
Segundas para começar regimes.
Quartas de cinema.
Sextas com cerveja gelada.
Domingos de praia ou Faustão.
Sonhos a serem realizados.
Novas ilusões
Desilusões certamente.
Caminhos, escolhas, acertos e erros.
Algumas coisas vão permanecer iguais.
Outras serão renovadas pela possibilidade DE FAZER DIFERENTE.
Ter olhos de VER e ouvidos de OUVIR.
Cultivar a PACIENCIA, A TOLERÂNCIA, a COMPREENSÃO...
Para colher os brotos do AMOR nos 364 dias que se seguem.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tenho saudades de tantas coisas que penso ter 100 anos, anos confeitados de um colorido sem fim, enfeitados de pingentes de risos, café e camafeu. Anos de lágrimas, lágrimas, que hoje percebo, apenas saiam dos olhos.

A vida real não tem poesia, ao contrário, tem um trânsito infernal, pouca grana, uma quantidade de gente enlouquecedora e uma sensação de tristeza sem fim. Dias em que as lagrimas são sentidas porque vêem do coração.


A realidade aportou no meu cais, sem mais e com muitos porquês, daqueles que vem sem resposta... Viver se tornou um triste exercício de perdas e não estou falando de quilos a mais.... Logo eu que fujo da academia...

As ondas que já passaram pelo meu mar, perderam o sentido e diminuíram seu significado... Hoje vejo são marolas do ponto de vista das responsabilidade e das relações....

As vezes acho que vou sucumbir... Amadurecer é isso

O fruto da minha arvore é LINDO, seu sorriso é compensador, enfim a maternidade é fantástica...

A minha pergunta é: o que resta de mim, só eu, não importa?Tenho dificuldade de aceitar que talvez não.

Amadurecer é isso?

Saudades dos últimos cem anos.

T.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

As flores e os floretes são armas em punho a depender das circunstâncias e necessidades.
Somos uma sequência, muitas vezes injusta, de fatos e supostos acasos, apesar de acreditar piamente que o ACASO não existe. Existem encontros, desencontros e anjos que desesperadamente correm no espaço, para fazer com que nós enxerguemos todos os sinais enviados pelo Criador para que as flores sempre vençam a batalha do dia a dia.
As pétalas e as balas são instrumentos que podem nos cobrir, depende apenas do que somos capazes de fazer brotar em nosso coração, em nossa mente e principalmente em nossas línguas...
A vida faz de nós soldados armados esquecidos das possibilidades de abrir as abotoaduras e voar sem limites por sóis e luas, ou apenas andar despreocupadas com um sorteve em punho, no meu caso a beira mar ou ainda na Av. Paulista em qualquer horario, ou pela rua de casa e abstraída pela beleza das pequenas coisas, notar uma flor azul escondida dentro da fumaça do cotidiano.
A vida, AMÉM, é uma questão de escolhas, só de escolhas.
T.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O Caminho, a Verdade e a Vida

A pergunta de porque cá estamos,
não interessa mais
Como não interessa
O que já fizemos, quantos magoamos,
ou quantas flores pisoteamos.
Já basta de lágrimas
de dores, desamores...
Hora essa, de destravarmos janelas,
desatarmos nós.
Nós seres duais, homens e mulheres,
hoje, agora já sem medo, sentimos a luz,
nesse momento aprendemos a amar,
se doar a quem possa interessar.
A serviço.
Não mais caminhos a esmo.
Travestidos de amor ricos de perdão,
caminhamos reto, juntos.
Rumo aos braços abertos
Entregues a Jesus!

Feliz Páscoa

T

sexta-feira, 27 de março de 2009

É assim, às vezes.

Onde, longe
Quando, ontem
Porque agora?
Não sei
Presa em obrigações
Me re-vejo entre lágrimas
vivendo uma procissão de pensamentos
num vulcão de sentimentos
tristes e silenciosos
Resistentes
ao céu, à melancolia, à chuva.
Igual a ontem
As afinidades versus as diferenças
A convivência
Um futuro...
Dificuldades
Que oferecem riscos irrefutáveis
Não permitindo desacertos paralelos
Quantas,
Armas, disfarces, metades...
Distantes
Do real
Do mal
Do que seria de mim
Por mim
Em mim.

T.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Bocas.



Que sabor é esse
á excitar a mente
extenuar o sangue
e nos secar as entranhas?

Essa cor a tingir o dia
Turvar os olhares
e umedecer os lábios?

O cheiro inebriante
que entorpece os sentidos
mas acelera as fantasias
Onde?

Na calada dos becos,
no escuro dos cantos,
Aos mais afoitos, na claridade do dia, na estação...
Sem redenção, intimidações

No prazer que faz escorrer
pelos cantos da boca,
nos gestos das mãos,
na ausência das limitações.

Nos permite ser entregues ao deleite
Perdemos senso, razão e nos isentamos de culpa
Saboreando...

A vida alheia
É sempre um prazer a parte
Pra quem é desprovido de arte.


T.
O conjunto das nossas experiências é que faz de nós o que somos, a soma dos defeitos e sobretudo as qualidades é que nos equaciona como seres humanos, uns mais outros menos, entretanto todos aprendendo, caminhando, buscando sonhos, construindo ilusões, desconstruindo idéias, fundamental para busca de outros amanhãs. Correndo com pés descalços atrás dos desejos mais infímos, das idéias mais descabidas, dos amores mais inusitados.

Assim somos nós, (fica a autorização para quem quiser fazer parte do nós) encantadoras lunáticas, em busca das raízes do próprio coração, do pulsar mais forte das emoções... Nesse vai e vem da vida, nessa busca incessante a gente vai e volta, a gente chora e ri, a gente sobretudo AMA e desses mil amares é que nos construímos e nos jogamos no mundo para ser e fazer FELIZ.

Diferentes nas formas mais muito parecidas na essência: na busca de ser feliz.
Amei algumas pessoas nessa vida, algumas se foram e junto com elas o sentido da relação, outras o amor mudou, brotou em outra árvore.


Hoje, verde e viva, com frutos maduros e de sombra deliciosamente confortável, somos sombra que abraça e acolhe.


T.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O sentido da Vida.

Sim a realidade é dura, entretanto que graça teria se não fosse? Talvez a graça do gozo das noites sem compromisso ou das conversas em vão das mesas de bar (não que não sejam boas) ou ainda o vazio das tardes de domingo em companhia do Faustão. Realmente a vida precisa de um sentido mais amplo, confesso ainda não encontrei, contudo ando na busca.
Uma busca incessante, pouco prática e as vezes cansativa de querer um algo mais, um plus, um up, um, um, um... Davi. Insconscientemente essa talvez seja a minha resposta.
Esse chegou, se instalou e vem crescendo. Noites mal dormidas, algum cansaço, as vezes azia, sono, hormônios que passeiam dentro de mim, sem passaporte, autorização ou qualquer coisa que os legitime, a não ser a própria Natureza, suas explicaçãoes e respostas, nem sempre compreensíveis ou nem tanto assim, a exatidão da resposta, virá...
... impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu vi, apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi, tranqüilo e infalível como Bruce Lee
Virá que eu vi, o axé do afoxé Filhos de Gandhi.
Virá...

Tenho fé, ela que me trouxe até aqui. Driblando altos e baixos. Enxugando lágrimas. Trocando os curativos dos machucados de dar murro em ponta de faca. Tranquilizando o sono após chuvas e trovoadas. Abrindo o sol, iluminando todos os amanheceres quanto possíveis da estrada em busca de um sentido à vida.
Vida... Palavra tão pequena e de significado tão imenso.
Crescer doi, já dizia minha mãe, entre outras coisas sábias que mães dizem, estão: que tudo passa, que tudo faz parte, que tudo tem seu tempo... sei lá se nessa ordem, fato é que elas tem razão.
Nós tão maduros e independentes, tão pró ativos e convictos, tão práticos e lógicos, conectados, deixamos de perceber ou perdemos a capacidade de ser frágeis e dependentes, sentimentais e bondosos, crédulos e fieis, de nos deixarmos levar pelas linhas tortas da escrita de Deus, de sobretudo AMAR. Essas ausências é que dificultam nossa breve existência, nos causam dores profundas, remendos no coração e dores nas pernas pela insensatez de corrermos tanto indo para tão longe, buscar o que sempre esteve dentro de nós. Isso é fala de mãe, pelo menos da minha.
Todos os dias há uma novidade: berço para comprar, maternidade para providenciar, faxineira nova à começar, trabalho a continuar, o silêncio de Ronaldo, as meninas, meus pais e toda sorte de coisas intangíveis e inusitadas. To me formando em administradora de crises... Sorte de Lula que administra uma "marolinha".
De pulo em pulo, ainda não to quebrando galho, apesar do peso, remendando talvez... Ah o tal sentido da vida...
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio.


T.